5 tecnologias (bem simples) que contribuem para um maior controlo de infeção hospitalar

1.Torneiras automáticas

Por norma as torneiras – principalmente em casas de banho – são um foco de microorganismos nocivos que podem ajudar na propagação de infeções hospitalares.

Ora se em todas as casas de banho existirem torneiras com sensores, não temos que lhes tocar para abrir e principalmente para fechar. É menos uma coisa em que temos que tocar e onde vamos gradualmente deixando cada vez menos bactérias.

2.Dispensadores de desinfetante touchless

Tal como as torneiras, dispensadores de desinfetante podem alojar micro-organismos – claro que estamos a desinfetar as mãos no acto de o utilizarmos, mas cuidado, especialmente num hospital, nunca é de mais. Dispensadores que não requerem toque são uma tecnologia simples que pode ser uma forma de cuidado redobrado no que diz respeito à prevenção das infeções adquiridas em ambiente hospitalar.

3. Teclados (e ratos) desinfetáveis e sem ranhuras 

Teclados são outro dos principais focos de armazenamento de microorganismos e nem sempre os conseguimos limpar bem – por causa de ranhuras e reentrâncias. Teclados de silicone sem ranhuras que possam ser frequentemente desinfetados com os desinfetantes standard hospitalares são os equipamentos ideias para ter junto dos computadores. E claro os ratos seguem a mesma lógica – ratos com pequenos espaço entre os botões são poços de microorganismos. Apostar na capacidade de desinfeção a 100% e em evitar equipamentos com ranhuras é uma mudança importante (e low cost!)

4. Computadores laváveis, desinfetáveis & sem ventoinhas

Em determinadas áreas como bloco operatório ou unidades de cuidados intensivos é importante desinfetar tudo o que seja possível. Computadores sem reentrâncias que podem ser lavados com jactos e desinfetados com os produtos existentes nos hospitais são os equipamentos ideais para bloco operatório. Ao também não terem ventoinhas podem ser instalados em áreas como as unidades de cuidados intensivos: as ventoinhas dos computadores convencionais são um enorme foco de pó, ácaros e outros microorganismos, ao eliminar esse foco, o problema é atenuado.

5. Almofadas com filtro, sem costuras, desinfetáveis 

Diz a lenda que as nossas almofadas duplicam de tamanho após um ano de utilização devido às células de pele que nela se entranham – e com essas células, sabe-se lá que outros organismos.

Pensar que acontece isto também em almofadas usadas em hospitais é um terror. Mesmo sendo lavadas com regularidade, e roupa de cama substituída, uma almofada comum alberga sempre bactérias e outros microorganismos que podem ser nocivos.

Uma tecnologia tão simples como almofadas com costuras seladas, com um filtro que impede a absorção do que quer que seja para o seu interior, e que ainda possa fácil e eficientemente ser desinfetada é uma mais valia para qualquer hospital – para não falar no valor que se poupa em lavandarias a médio-longo prazo.